Mesmo depois de tanto tempo, a informatização é vista como onerosa e até mesmo como desnecessária, ao invés de uma solução, o que se imagina é que com ela vem um problema que não existia. Como diz o ditado popular: “A informática vem solucionar problemas que não existiam”. Isso está muito longe da realidade.
Podemos afirmar que antigamente os CPD’s (Centro de Processamento de dados, hoje chamado de TI) eram apenas vistos como fortalezas de computadores e cabos. Como as empresas passaram a contar cada vez mais com os recursos tecnológicos, e algumas vezes até dependentes como no caso dos bancos, derrubar os muros dessas fortalezas e incorporá-las dentro dos objetivos e estratégias administrativas das organizações tornaram-se necessidades obrigatórias. Finalmente a tecnologia é vista como uma ferramenta e não como uma área dispendiosa.
Podemos responsabilizar a tecnologia pela evolução administrativa. Suas ferramentas foram, ao longo do tempo, desenvolvendo soluções eficazes e eficientes, voltadas aos planos estratégicos e ao alcance dos objetivos das organizações.
Assegurar que o processo, suas facilidades, vantagens e principalmente como será sua continuidade estejam em perfeita harmonia é passo essencial para a obtenção de êxito no processo de informatização. Muitas vezes, se descobre que a modernização é muito mais acessível e de baixo custo do que se imagina. Infelizmente, por inadequação do processo, muitas empresas acabam tendo experiências ruins com a tecnologia, prejuízos e muito mais desordem do que melhoria.
Escolher bem as ferramentas é imprescindível. Critérios claros e racionais, entendimento do que a empresa realmente necessita, quais são os reais objetivos do projeto e acima de tudo, imparcialidade nessas escolhas. Uma atualização de SO (sistema operacional), por exemplo, não deve ser feita apenas porque uma nova versão foi lançada, devem ser considerados os reais benefícios e o custo de migração. Essa relação "custo versus benefício real" é obrigatória em qualquer ação gerencial, principalmente se tratando de tecnologia, pois essas mudanças têm impacto sobre toda a empresa.
A gestão da TI (tecnologia de informação) passa então a ser muito mais administrativa do que técnica, pois a visão sistêmica é essencial para a tomada de decisões e para o planejamento estratégico, exigindo um perfil profissional muito peculiar, um técnico com conhecimentos administrativos ou um administrador com conhecimentos técnicos.
Uma boa assessoria nesse processo garante que a empresa colha os benefícios da tecnologia, fazendo dela uma aliada e gerando novas oportunidades à organização. A tecnologia não faz milagres e não age só, mas um projeto bem estruturado pode sim, assegurar vantagens competitivas importantes e baixo custo: itens necessários à empresa, principalmente no cenário de intensa competição e modificações constantes do mercado.
Artur Bezerra
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
INFORMATIZAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES
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